O Estranho Capote-e-Capelo 

    O estranho capote-e-capelo ampla capa que encobria a figura da mulher, deixando apenas a abertura que permitia entrever o rosto, é controvérsia a sua origem, dada por uns como adaptação dos mantos na moeda em Portugal nos séculos XVII e XVIII, o capote em capelo foi, durante séculos, uma peça de vestuário feminino típicamente açoreana.

    Diferente de ilha para ilha no recorte da capa e no armar do capuz, que no Faial tinha a forma extravagante de uma cunha que assentava sobre os ombros e se prolongava em frente mais um palmo, o capote-e-capelo apresenta como característica comum utilizar um tecido pesado e forte, de cor azul-ferrete, que durava vidas e era transmitido, em testamento e com grande apreço, de mães e filhas. O uso do capote-e-capelo foi abandonado pelas açoreanas cerca de 1930-40.

 

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