Flamengos
Brasão da freguesia de Flamengos
Brasão
Gentílico flamenguense
Concelho Horta
Área 14,13 km²
População 1 494 hab. (2001)
Densidade 105,7 hab./km²
Orago Nossa Senhora da Luz
Código postal 9900-401 Flamengos

 

Flamengos é uma freguesia portuguesa do concelho da Horta, na Ilha do Faial, Região Autónoma dos Açores. Ocupa uma superfíce total de 14,13 km² com 1 494 habitantes (2001). Tem uma densidade populacional de 105,7 hab/km². A freguesia conta com 1 128 eleitores inscritos (Autárquicas 2005).

 

 História, monumentos e museus

O povoamento da região geográfica do vale da Ribeira dos Flamengos foi contemporâneo à fundação da Horta. Deriva a sua designação dos primeiros povoadores - famílias flamengas - que por aqui se fixaram, atraídas pelo fértil e abrigado vale da ribeira, com algumas fontes de água de muita boa qualidade. A primitiva Igreja de N. Sra. da Luz terá sido edificada pouco depois do povoamento do local. Tinha três naves sobre cinco colunas, grande e bem construida, segundo o Padre Gaspar Frutuoso.

A construção da actual Ponte dos Flamengos, iniciada em 1903, só foi concluída em 1908. Esta veio substituir uma antiguissíma ponte pedonal de pedra muito estreita e de pequena altura. O Fontanário das Bicas, na Rua do Capitão, é bebedouro público datado de 1852. Próximo fica um dos locais onde as lavadeiras da freguesia lavavam as roupas nas poças de água da ribeira.

Segundo o Padre Gaspar Frutuoso (1570-80), a freguesia de N. Sra. da Luz do Vale dos Flamengos, tinha "67 fogos e almas de confissão 236, das quais serão de comunhão 181.

A primitiva igreja foi saqueada e incendiada pelos corsários ingleses em 1597. É reconstruída em 1606, pela acção de Jerónimo de Utra Corte Real, e novamente, em 1736, pela acção do vigário Manuel Brum da Silveira.

                                              

        A ribeira com a Igreja da Nossa Senhora da Luz ao fundo                                                                                       A  ponte dos Flamengos

Aquando do Sismo de 31 de Dezembro de 1926, quase todas as casas da freguesia voltaram a ser destruídas, incluindo a igreja. Novamente reconstruída, veio a arder completamente em 1938, perdendo-se um importante recheio. Foi novamente reconstruída em 1942, edifício mais moderno e de agradabilíssima traça arquitectónica. Sofreu danos com o sismo de 23 de Novembro de 1973, mas é com o Sismo de 9 de Junho de 1998, que ficou novamente em risco de derrocada.

A Quinta de São Lourenço, antiga propriedade de Tomás de Porra Pereira, Capitão-mor do Faial. Actualmente, é sede dos Serviços Agrários do Faial. É um espaço pervigiliado onde se realiza Feiras e Exposições de Artesanato, Folclore e de Actividades Económicas. Nele é criado o Jardim Botânico do Faial em desde 1986, propocionando aos visitantes o conhecimento das plantas edémicas e das plantas com propriedades medicinais existêntes nas ilhas.

                              

                                                         Antiga da Casa dos Gaiatos                                                                            Quinta de São Lourenço com o Monte Carneiro ao fundo

No Parque Largo Jaime de Melo, situa-se a Ermida de São João, onde pode desfrutar de mais um miradouro natural. São João Baptista, é o padroeiro da fidalgia portuguesa e faialense. Apartir daqui, pode-se subir à Caldeira do Faial. Daqui, descer ao Parque Florestal do Cabouco Velho, na parte alta da Freguesia do Salão.

 

 Tradições, Festas e Curiosidades

Merece destaque a Sociedade Filarmónica Nova Artista Flamenguense, fundada em 23 de Janeiro de 1881, foi a primeira banda de música no meio rural. Entre 1899 a 1912, o seu Ensaiador e Ditector Musical, o Maestro Francisco Xavier Simaria. Além desta, destaca-se ainda a Tuna e Grupo Folclórico Juvenil dos Flamengos, fundado em Outubro de 1978, pelo Prof. António da Luz Rodrigues, que serviu como seu Ensaiador e Director Musical. De dentro do grupo viria a nascer o Grupo de Cantares "Sons do Vale", em 1 de Março de 1999.

São notórias as características agrícolas desta freguesia, onde as casas apresentam características das Beiras e Trás-os-Montes, são casas de 2 pisos, sendo o Rés-do-chão destinado aos animais e o primeiro andar à habitação. Já as chaminés evidenciam características típicas do Sul do Continente português.